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	<title>HNews &#187; Érico Alessandro</title>
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		<title>Thor &#8211; Crítica.</title>
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		<pubDate>Tue, 03 May 2011 19:21:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>erico</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Érico Alessandro]]></category>

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		<description><![CDATA[O que é mais importante para uns em filmes de heróis dos quadrinhos pode não ser para outros. Enquanto o fã, na maioria das vezes, espera que a adaptação seja a mais fiel possível, aquele que nunca viajou pelas páginas coloridas ou viu os saudosos desenhos (quase) animados dos anos 70, espera apenas entender o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que é mais importante para uns em filmes de heróis dos quadrinhos pode não ser para outros. Enquanto o fã, na maioria das vezes, espera que a adaptação seja a mais fiel possível, aquele que nunca viajou pelas páginas coloridas ou viu os saudosos desenhos (quase) animados dos anos 70, espera apenas entender o filme e se divertir. E esse é, sem sombra de dúvida, o mérito desta aventura baseada no personagem da editora Marvel. É perfeitamente possível para o leigo entender a trama carregada de mitologia nórdica, de nomes estranhos, guerras, deuses e herdeiros. Para isso, claro, vai ter que se deixar mergulhar na fantasia depois da didática e oportuna pergunta inicial: &#8220;de onde ele vem?&#8221;.</p>
<p>Na história, Thor (Chris Hemsworth) estava prestes a receber o comando do reino supremo de Asgard das mãos de seu pai Odin (Anthony Hopkins), quando forças inimigas quebraram um acordo de paz. Disposto a se vingar, o jovem guerreiro dá início a um conflito entre os povos, desobedecendo o rei, que indignado com a atitude do filho acaba retirando seus poderes e o expulsando para a Terra. Lá, ele conhece uma cientista (Natalie Portman) que vai ajudá-lo na luta para recuperar o lendário e poderoso martelo das mãos de agentes do Governo e poder retornar para o seu lar. Enquanto isso, o ciumento irmão Loki (Tom Hiddleston) tem um plano maligno para que isso não aconteça e ele possa assumir – definitivamente &#8211; o poder de seu pai. Com esse conflito shakespeareano, coube ao ator e diretor Keneth Branagh, que é influenciado pelo bardo inglês, pilotar essa aventura distante de suas experiências anteriores, como Hamlet. </p>
<p>Thor tem efeitos especiais, humor, cenários grandiosos e música no clima, mas o ritmo, às vezes, fica mais lento. O roteiro, no entanto, é redondo e tem vários detalhes, como a rápida aparição do personagem Barton/Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), além do próprio Stan Lee, criador dos famosos heróis fazendo uma ponta de motorista de pick up. Coisas que vão fazer a alegria dos amantes do gênero. Para essa turma, aliás, uma dica importante: fique até o fim dos créditos porque tem uma cena adicional que vai conectar este filme com Os Vingadores, previsto para maio de 2012. </p>
<p>Assim, exibido em cópias 2D e 3D (totalmente irrelevante), o resultado final é positivo, mesmo não batendo tanto na tecla da ação como outras produções “irmãs” já fizeram. O lado negativo é que, para alguns, esse ponto pode ter sido uma martelada mal dada. Mas aí só o tempo dirá, uma vez que o filme estreia aqui antes do que nos Estados Unidos.</p>
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		<title>Filme &#8211; O Poder e a Lei.</title>
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		<pubDate>Tue, 03 May 2011 19:18:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>erico</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Érico Alessandro]]></category>

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		<description><![CDATA[Sinopse Mick Haller (Matthew McConaughey) é um advogado diferente, a começar pelo seu local de trabalho devidamente instalado no banco de trás de seu carro, um automóvel modelo Lincoln. Separado da competente promotora Maggie (Marisa Tomei), ambos possuem uma filha e tudo corria bem com ele defendendo pequenos conflitos, mas um dia um caso importante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Sinopse</strong><br />
Mick Haller (Matthew McConaughey) é um advogado diferente, a começar pelo seu local de trabalho devidamente instalado no banco de trás de seu carro, um automóvel modelo Lincoln. Separado da competente promotora Maggie (Marisa Tomei), ambos possuem uma filha e tudo corria bem com ele defendendo pequenos conflitos, mas um dia um caso importante caiu em suas mãos e ele estava disposto a provar a inocência do réu, um jovem milionário (Ryan Phillippe) acusado de assassinato. Só que ele não imaginava seu cliente escondendo a verdade, o que pode tornar todo o processo numa causa perdida. (RC)</p>
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		<title>Nas telonas “Tropa de Elite 2″. A pirataria falhou! Veja Crítica.</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Oct 2010 05:05:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>erico</dc:creator>
				<category><![CDATA[Érico Alessandro]]></category>

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		<description><![CDATA[Aguardado por uma grande massa de cinéfilos do Brasil inteiro e, quiçá, de outras partes do mundo, chegou a hora de conferir Tropa de Elite 2. O mais legal é que desta vez, pelo que tudo indica, as pessoas vão ver “o bicho pegar” nas salas de cinema. Ou seja, o impacto dos conflitos de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aguardado por uma grande massa de cinéfilos do Brasil inteiro e, quiçá, de outras partes do mundo, chegou a hora de conferir Tropa de Elite 2.<br />
O mais legal é que desta vez, pelo que tudo indica, as pessoas vão ver “o bicho pegar” nas salas de cinema. Ou seja, o impacto dos conflitos de Nascimento (Wagner Moura) será ainda maior para quem não curtiu esta oportunidade porque embarcou na cópia pirata.<br />
E para quem acha que este ponto não é um diferencial importante, “pede para sair” e espera um produto de origem duvidosa cair nas mãos para só assim assistir. Para nós, o velho bordão continua valendo: “Cinema é a maior diversão”. </p>
<p>Crítica:</p>
<p>Poucas sequências nacionais, salvo algum engano, poderão ostentar em seu currículo a marca de ser tão aguardada sem fazer parte de símbolos populares como Trapalhões, Xuxa e, em outra época, Mazzaropi. Tropa de Elite 2 gerou burburinho e chega no circuito com força de arrasa quarteirão hollywoodiano. É ponto para o Brasil.</p>
<p>Sem imagem e com o barulho do manuseio de armas, uma mensagem na tela revela que Você irá assistir uma obra de ficção “apesar das possíveis coincidências”. O aviso é mera formalidade porque após uma “abertura aperitivo” com música tema e imagens rápidas do primeiro filme, o clima do original já tomou conta da sala escura. E o bicho vai pegar.</p>
<p>A narrativa segue a mesma linha de voltar no tempo para situar o espectador onde a nova história começou. E quem conta, claro, é o eterno Capitão Nascimento (Wagner Moura), agora Coronel, com seus indefectíveis “trejeitos verbais” incorporados no dia a dia de muitos brasileiros. </p>
<p>Na trama, além de enfrentar problemas de ordem pessoal e afetiva, ele foi retirado do comando do BOPE para trabalhar no serviço de inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Estado. A intenção dos inimigos era colocá-lo “na geladeira” para não incomodar as atividades do grupo, infiltrado em diversos setores da sociedade e faturando alto com isso. Mas uma vez caveira, sempre caveira, parceiro. </p>
<p>E aí começam os muitos pontos positivos do filme. O primeiro, sem sombra de dúvida, é a coragem de cutucar a onça com a vara em forma de longa, carregado de críticas aos detentores do poder que nada fazem para mudar o caótico cenário da politica de segurança no Rio de Janeiro e também no Brasil. </p>
<p>A crítica é ferrenha, fala de nojo do uniforme azul (PM-RJ), e ainda dá nomes aos bois (mesmo que fictícios), deixando o cidadão bem próximo daquilo que ele conhece de perto ou, pelo menos, já viu nos noticiários. É a realidade, nua e crua. Na verdade, podre. E apesar da complexidade do tema, a válvula de escape é o humor e o deboche, com direito até a citação shakesperiana.</p>
<p>Nascimento descobriu ter criado um monstro ao livrar o morro do tráfico e o roteiro bem costurado explora as cenas de ação e tensão com o auxílio luxuoso de uma edição de alto nível, som de qualidade e uma boa trilha sonora. E diferente do primeiro, os conflitos do personagem são mais elaborados, o elenco coadjuvante original continua coeso e destacam-se ainda Irandhir Santos (Fraga), Sandro Rocha (Major Rocha) e André Mattos (Fortunato). </p>
<p>A sequência se mantém fiel com cenas de violência e pontos consagrados junto ao público, que será seduzido por frases curtas e de bom efeito do “capitão”, e ainda se deliciar novamente com as muitas expressões com vocação para bordões como as pérolas “roubo zero”, “taxa do eu sei”, entre outras, mais pornográficas, porém divertidas.</p>
<p>Uma das maiores responsabilidades de José Padilha e Marcos Prado era conseguir fazer uma sequência a altura do que foi Tropa de Elite, sucesso inconteste do cinema nacional. Com Tropa de Elite 2 eles provaram que a máxima de seu personagem tá valendo: Missão dada é missão cumprida.</p>
<p>Politicamente na mira.</p>
<p>Lançado em 2007, Tropa de Elite se tornou um dos maiores ícones da cultura pop brasileira no século XXI. Vítima de uma polêmica sem precedentes envolvendo a pirataria no país, o longa conquistou uma legião de fãs, que repetiam nas ruas jargões que viram no cinema – ou, infelizmente, no computador – como “pede pra sair”, “nunca serão”, “faca na caveira”, “o sr. é um fanfarrão” e muitos outros. </p>
<p>Apesar de extraoficialmente poder ser considerado o filme brasileiro mais assistido da década, os números nas bilheterias decepcionaram os produtores, bem como as acusações de que o filme seria fascista. Tais afirmações são absolutamente descabidas, uma vez que a visão de um personagem não pode ser considerada a visão de toda produção. No entanto, já imagino críticas parecidas para Tropa 2, principalmente por contar com uma cena em que o Capitão Nascimento é aplaudido por lidar pesado com o crime.</p>
<p>O maior mérito de José Padilha e Bráulio Mantovani, diretor e roteirista do longa, respectivamente, foi provar que havia uma história para se contar que ultrapassasse o visto no original. À princípio, o filme até engana o espectador ao apresentar a mesma música nos créditos de abertura (“Tropa de Elite”, da banda Tihuana) e a mesma ideia do professor/representante de direitos humanos que não entende a luta contra o crime e fica sempre do lado dos bandidos, mas em seguida parte para uma concepção totalmente diferente do primeiro Tropa.</p>
<p>A corrupção da polícia ainda é abordada, mas agora é vista como ferramente de um jogo de poder muito mais complexo. O lançamento do filme em período eleitoral (outubro de 2010) é sintomático, uma vez que podemos ver que os políticos retratados na produção não são muito diferentes dos que foram eleitos para cargos públicos recentemente. Alguns dos personagens, inclusive, são praticamente cópias de candidatos reais, mas não nos cabe aqui dar nome aos bois.</p>
<p>Em Tropa de Elite 2, Capitão Nascimento (vivido mais uma vez com brilho por Wagner Moura) é promovido Subsecretário de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro e se encanta por possuir aparato para, finalmente, conseguir combater o sistema do crime e da corrupção. Todavia, Nascimento descobre aos poucos que as pessoas a sua volta na Secretaria também estão envolvidos no dia a dia do crime e que, assim, sua luta será ainda mais dura. Ao mesmo tempo terá que lidar com problemas com o filho Rafael (Pedro Van Held) e a ex-esposa Rosane (Maria Ribeiro), que mesmo afastados não convivem bem com a violenta rotina do Capitão, que na verdade agora é Coronel.</p>
<p>André Ramiro e Milhem Cortaz estão de volta como André Matias e Capitão Fábio e mais uma vez se saem bem nos papéis. Cortaz, inclusive, é responsável por uma série de bordões que prometem cair na boca do povo, como “Tá de pomba-girice comigo?” e outros impróprios para serem transcritos aqui. Mas o destaque no elenco – ao lado de Wagner Moura – é Irandhir Santos (Quincas Berro D’Água), que dá vida à Fraga, um defensor fervoroso dos direitos humanos.</p>
<p>Mantendo os mesmos acertos do primeiro longa no que diz respeito à fotografia, edição e trilha sonora, Tropa 2 possui ainda a qualidade de se provar complexo. O filme – e o problema da violência no Rio de Janeiro e outras grandes cidades no Brasil – não pode ser explicado em poucas linhas e, por isso, a opção de fazer uma continuação para mostrar outra vertente da questão é absolutamente memorável.</p>
<p>É claro que algumas sequências, em especial as de ação, irão lembrar Tropa de Elite, mas este segundo filme tenta ao máximo evitar a redundância. Busca-se inclusive modificar um pouco as sequências de tiroteio e invasão de favelas para não parecerem mais do mesmo.</p>
<p>Tropa de Elite 2 não é um documentário sobre o sistema ou um filme panfletário de denúncias, mas coloca o dedo na ferida em algumas questões importantes e se isso for o suficiente para estimular a reflexão o filme já terá cumprido seu propósito. É claro que o filme pode ser visto apenas como um thriller político de ação, mas é muito mais do que puro entretenimento.</p>
<p>Dedo na ferida.</p>
<p>“Apesar de possíveis coincidências com a realidade, este filme é uma obra de ficção”. É desta forma que inicia Tropa de Elite 2, fenômeno antes mesmo de estrear. Em parte pela popularidade do filme original, que eternizou personagens e bordões no inconsciente coletivo nacional, mas não apenas isto. O grande atrativo de Tropa de Elite era a denúncia ao status quo, à corrupção que permeia a polícia e faz com que ela aja de forma ineficiente e truculenta. Somado a isto, há a criação de um salvador, um ícone que surge para “limpar a cidade”: capitão Nascimento. Os meios brutais os quais usa nada mais são do que reflexo da sociedade atual, que os aceita por não mais crer em soluções pacíficas. É dentro desta realidade, e sabendo explorá-la, que o diretor José Padilha conduz a história de seu novo filme.</p>
<p>Padilha aprendeu muito desde o primeiro Tropa de Elite. Ousado ele é desde Ônibus 174, o corajoso documentário que dá um caráter sociológico ao sequestro ocorrido no Rio de Janeiro em 2000. Acusado de fascista, ele agora brinca transferindo a acusação ao personagem principal da série. Só que, mais do que rebater as críticas que recebeu, Padilha as amplia. Deixa o reduto carioca do BOPE para tratar de política, partindo do Estado do Rio de Janeiro para alcançar o país. É exatamente neste ponto que Tropa de Elite 2 atinge sua grandiosidade.</p>
<p>O filme começa situando o espectador em relação aos personagens sobreviventes. Nascimento (Wagner Moura, mais uma vez incorporando de forma brilhante o personagem) permaneceu no BOPE, mas logo o deixa para cumprir uma função na Secretaria de Segurança Pública do Estado. Acreditando ser esta sua grande chance de “quebrar o sistema”, como o próprio diz, embarca com unhas e dentes na difícil empreitada de derrotar o tráfico de drogas. Consegue. Só que a realidade brasileira, como bem dizia Tom Jobim, não é para iniciantes. Mesmo uma raposa experiente como ele não podia contar com as mutações do sistema para que tudo permanecesse como está. E é justamente a revelação destas mutações, em caráter muito mais amplo do que simplesmente a questão de segurança pública, que faz de Tropa de Elite 2 algo muito maior do que um mero filme.</p>
<p>Padilha conseguiu tratar de assuntos complexos e delicadíssimos – até para sua própria segurança – de forma coesa e coerente. Não há como não reconhecer vários dos personagens e situações retratados a partir do que se vê na vida real. Tropa de Elite 2 é, em vários momentos, um documentário rodado com atores, o que lhe dá uma importância ainda maior. É o cinema denúncia, expondo uma situação calamitosa a qual se prefere fechar os olhos por comodismo ou interesse. É o cinema feito por Costa-Gavras, responsável por símbolos políticos como Desaparecido – Um Grande Mistério, Z e Seção Especial de Justiça. O diretor, que premiou Tropa de Elite com o Urso de Ouro no Festival de Berlim, é homenageado em uma cena, onde vários de seus filmes estão em cartaz. Só que, mais do que isto, Tropa de Elite 2 traz uma clara inspiração ao que significa o cinema do diretor grego. A inquietação, a revolta, o debate, a verdade… estão lá, espalhados pelos personagens.</p>
<p>Em meio a questões sobre direitos humanos, política eleitoral e o impacto dos atos de Nascimento junto à população, Tropa de Elite 2 traz de volta o sarcasmo do primeiro filme. Desde provocações como chamar o esquerdista Fraga (Irandhir Santos, impecável) de “Che Guevara” até constatações diretas e secas, como “os chefes do tráfico em Bangu I não foram mortos porque tinham grana para perder”, o filme é repleto de belas sacadas que já fizeram a alegria dos fãs do filme original. Se não tem a mesma quantidade de frases marcantes, trata de forma coerente e realista todos os personagens, dos mais importantes aos de menor destaque no filme original. Méritos para Bráulio Mantovani, monstro em matéria de roteiro no cinema nacional.</p>
<p>Tropa de Elite 2 é um excelente filme. Só isto já é motivo mais do que suficiente para assisti-lo, mas desta vez José Padilha foi mais longe. Conseguiu, a partir de um mero filme, convidar o espectador a rediscutir o Brasil como sociedade, como proposta viável de país. Sem apresentar soluções, apenas retratando a realidade. Talvez não seja tão bom quanto o original, mas com certeza é mais importante. Pelo que representa para o cinema brasileiro e, acima de tudo, para o país.</p>
<p>Fonte: site: www.adorocinema.com por Roberto Cunha, Francisco Russo e Lucas Salgado.</p>
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		<title>Crítica do filme “Como Esquecer”.</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Oct 2010 05:38:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>erico</dc:creator>
				<category><![CDATA[Érico Alessandro]]></category>
		<category><![CDATA[Érico Alessandro - Cineasta.]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem espera entrar no cinema e assistir um filme fácil com rostos conhecidos da televisão pode dar com os burros n&#8217;água. Afinal, ele disserta sobre a difícil dor da perda e as consequências desse sentimento nas pessoas. Baseado no livro de Myriam Campello (&#8220;Como Esquecer &#8211; Anotações quase inglesas&#8221;), o longa conta a história de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem espera entrar no cinema e assistir um filme fácil com rostos conhecidos da televisão pode dar com os burros n&#8217;água. Afinal, ele disserta sobre a difícil dor da perda e as consequências desse sentimento nas pessoas.  </p>
<p>Baseado no livro de Myriam Campello (&#8220;Como Esquecer &#8211; Anotações quase inglesas&#8221;), o longa conta a história de Julia (Ana Paula Arósio), uma professora de Literatura Inglesa, abandonada sem muitas explicações por sua companheira após um relacionamento de 10 anos.</p>
<p>Diante do tema árido e, de carona, também controverso por tratar-se de um amor homossexual, a possível polêmica recebe mais tempero com a presença de Hugo (Murilo Rosa), um viúvo gay, e Lisa (Nathalia Lage), uma jovem diante de duas perdas, sendo uma delas motivo até de debate político e religioso. </p>
<p>Como os três foram morar juntos, formaram uma espécie de &#8220;república dos inconsoláveis&#8221; e vão lidar de várias maneiras com as dificuldades afetivas. O problema é que, de mal com a vida, Júlia destila seu mau humor de maneira causticante, partindo de um desejo de vingança até a necessidade de sentir dor física para &#8220;encontrar (?!) a paz&#8221;. E essa constante acidez do personagem, independente do sarcasmo com os Florais de Bach, o Feng Shui, entre outras &#8220;vítimas&#8221;, pode ser indigesta para muito espectador.</p>
<p>Repleto de divagações e mergulhos mais cerebrais, com direito a citações de Virginia Woolf e da poetisa Emily Brontë, o filme carece de ritmo e poderia ser mais curto. A narrativa verborrágica é salva, felizmente, pela interpretação convincente de Rosa e o humor do seu personagem. Destaque também para as bonitas cenas de nudez, em sua maioria, de bom gosto e sensuais.</p>
<p>Assim, Como Esquecer não será lembrado como uma obra prima por muitos, mas não merece ser perdido por aqueles que curtem um drama morno e que pode até fazer você pensar, pensar e pensar.</p>
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		<title>Nas telonas o filme “Tropa de Elite 2″. A pirataria falhou. Veja crítica.</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Oct 2010 05:21:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>erico</dc:creator>
				<category><![CDATA[Érico Alessandro]]></category>

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		<description><![CDATA[Aguardado por uma grande massa de cinéfilos do Brasil inteiro e, quiçá, de outras partes do mundo, chegou a hora de conferir Tropa de Elite 2. O mais legal é que desta vez, pelo que tudo indica, as pessoas vão ver “o bicho pegar” nas salas de cinema. Ou seja, o impacto dos conflitos de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aguardado por uma grande massa de cinéfilos do Brasil inteiro e, quiçá, de outras partes do mundo, chegou a hora de conferir Tropa de Elite 2.<br />
O mais legal é que desta vez, pelo que tudo indica, as pessoas vão ver “o bicho pegar” nas salas de cinema. Ou seja, o impacto dos conflitos de Nascimento (Wagner Moura) será ainda maior para quem não curtiu esta oportunidade porque embarcou na cópia pirata.<br />
E para quem acha que este ponto não é um diferencial importante, “pede para sair” e espera um produto de origem duvidosa cair nas mãos para só assim assistir. Para nós, o velho bordão continua valendo: “Cinema é a maior diversão”. </p>
<p>Crítica:</p>
<p>Poucas sequências nacionais, salvo algum engano, poderão ostentar em seu currículo a marca de ser tão aguardada sem fazer parte de símbolos populares como Trapalhões, Xuxa e, em outra época, Mazzaropi. Tropa de Elite 2 gerou burburinho e chega no circuito com força de arrasa quarteirão hollywoodiano. É ponto para o Brasil.</p>
<p>Sem imagem e com o barulho do manuseio de armas, uma mensagem na tela revela que Você irá assistir uma obra de ficção &#8220;apesar das possíveis coincidências&#8221;. O aviso é mera formalidade porque após uma &#8220;abertura aperitivo&#8221; com música tema e imagens rápidas do primeiro filme, o clima do original já tomou conta da sala escura. E o bicho vai pegar.</p>
<p>A narrativa segue a mesma linha de voltar no tempo para situar o espectador onde a nova história começou. E quem conta, claro, é o eterno Capitão Nascimento (Wagner Moura), agora Coronel, com seus indefectíveis &#8220;trejeitos verbais&#8221; incorporados no dia a dia de muitos brasileiros. </p>
<p>Na trama, além de enfrentar problemas de ordem pessoal e afetiva, ele foi retirado do comando do BOPE para trabalhar no serviço de inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Estado. A intenção dos inimigos era colocá-lo &#8220;na geladeira&#8221; para não incomodar as atividades do grupo, infiltrado em diversos setores da sociedade e faturando alto com isso. Mas uma vez caveira, sempre caveira, parceiro. </p>
<p>E aí começam os muitos pontos positivos do filme. O primeiro, sem sombra de dúvida, é a coragem de cutucar a onça com a vara em forma de longa, carregado de críticas aos detentores do poder que nada fazem para mudar o caótico cenário da politica de segurança no Rio de Janeiro e também no Brasil. </p>
<p>A crítica é ferrenha, fala de nojo do uniforme azul (PM-RJ), e ainda dá nomes aos bois (mesmo que fictícios), deixando o cidadão bem próximo daquilo que ele conhece de perto ou, pelo menos, já viu nos noticiários. É a realidade, nua e crua. Na verdade, podre. E apesar da complexidade do tema, a válvula de escape é o humor e o deboche, com direito até a citação shakesperiana.</p>
<p>Nascimento descobriu ter criado um monstro ao livrar o morro do tráfico e o roteiro bem costurado explora as cenas de ação e tensão com o auxílio luxuoso de uma edição de alto nível, som de qualidade e uma boa trilha sonora. E diferente do primeiro, os conflitos do personagem são mais elaborados, o elenco coadjuvante original continua coeso e destacam-se ainda Irandhir Santos (Fraga), Sandro Rocha (Major Rocha) e André Mattos (Fortunato). </p>
<p>A sequência se mantém fiel com cenas de violência e pontos consagrados junto ao público, que será seduzido por frases curtas e de bom efeito do &#8220;capitão&#8221;, e ainda se deliciar novamente com as muitas expressões com vocação para bordões como as pérolas &#8220;roubo zero&#8221;, &#8220;taxa do eu sei&#8221;, entre outras, mais pornográficas, porém divertidas.</p>
<p>Uma das maiores responsabilidades de José Padilha e Marcos Prado era conseguir fazer uma sequência a altura do que foi Tropa de Elite, sucesso inconteste do cinema nacional. Com Tropa de Elite 2 eles provaram que a máxima de seu personagem tá valendo: Missão dada é missão cumprida.</p>
<p>Politicamente na mira.</p>
<p>Lançado em 2007, Tropa de Elite se tornou um dos maiores ícones da cultura pop brasileira no século XXI. Vítima de uma polêmica sem precedentes envolvendo a pirataria no país, o longa conquistou uma legião de fãs, que repetiam nas ruas jargões que viram no cinema &#8211; ou, infelizmente, no computador &#8211; como “pede pra sair”, &#8220;nunca serão&#8221;, “faca na caveira”, &#8220;o sr. é um fanfarrão&#8221; e muitos outros. </p>
<p>Apesar de extraoficialmente poder ser considerado o filme brasileiro mais assistido da década, os números nas bilheterias decepcionaram os produtores, bem como as acusações de que o filme seria fascista. Tais afirmações são absolutamente descabidas, uma vez que a visão de um personagem não pode ser considerada a visão de toda produção. No entanto, já imagino críticas parecidas para Tropa 2, principalmente por contar com uma cena em que o Capitão Nascimento é aplaudido por lidar pesado com o crime.</p>
<p>O maior mérito de José Padilha e Bráulio Mantovani, diretor e roteirista do longa, respectivamente, foi provar que havia uma história para se contar que ultrapassasse o visto no original. À princípio, o filme até engana o espectador ao apresentar a mesma música nos créditos de abertura (“Tropa de Elite”, da banda Tihuana) e a mesma ideia do professor/representante de direitos humanos que não entende a luta contra o crime e fica sempre do lado dos bandidos, mas em seguida parte para uma concepção totalmente diferente do primeiro Tropa.</p>
<p>A corrupção da polícia ainda é abordada, mas agora é vista como ferramente de um jogo de poder muito mais complexo. O lançamento do filme em período eleitoral (outubro de 2010) é sintomático, uma vez que podemos ver que os políticos retratados na produção não são muito diferentes dos que foram eleitos para cargos públicos recentemente. Alguns dos personagens, inclusive, são praticamente cópias de candidatos reais, mas não nos cabe aqui dar nome aos bois.</p>
<p>Em Tropa de Elite 2, Capitão Nascimento (vivido mais uma vez com brilho por Wagner Moura) é promovido Subsecretário de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro e se encanta por possuir aparato para, finalmente, conseguir combater o sistema do crime e da corrupção. Todavia, Nascimento descobre aos poucos que as pessoas a sua volta na Secretaria também estão envolvidos no dia a dia do crime e que, assim, sua luta será ainda mais dura. Ao mesmo tempo terá que lidar com problemas com o filho Rafael (Pedro Van Held) e a ex-esposa Rosane (Maria Ribeiro), que mesmo afastados não convivem bem com a violenta rotina do Capitão, que na verdade agora é Coronel.</p>
<p>André Ramiro e Milhem Cortaz estão de volta como André Matias e Capitão Fábio e mais uma vez se saem bem nos papéis. Cortaz, inclusive, é responsável por uma série de bordões que prometem cair na boca do povo, como &#8220;Tá de pomba-girice comigo?&#8221; e outros impróprios para serem transcritos aqui. Mas o destaque no elenco &#8211; ao lado de Wagner Moura &#8211; é Irandhir Santos (Quincas Berro D&#8217;Água), que dá vida à Fraga, um defensor fervoroso dos direitos humanos.</p>
<p>Mantendo os mesmos acertos do primeiro longa no que diz respeito à fotografia, edição e trilha sonora, Tropa 2 possui ainda a qualidade de se provar complexo. O filme &#8211; e o problema da violência no Rio de Janeiro e outras grandes cidades no Brasil &#8211; não pode ser explicado em poucas linhas e, por isso, a opção de fazer uma continuação para mostrar outra vertente da questão é absolutamente memorável.</p>
<p>É claro que algumas sequências, em especial as de ação, irão lembrar Tropa de Elite, mas este segundo filme tenta ao máximo evitar a redundância. Busca-se inclusive modificar um pouco as sequências de tiroteio e invasão de favelas para não parecerem mais do mesmo.</p>
<p>Tropa de Elite 2 não é um documentário sobre o sistema ou um filme panfletário de denúncias, mas coloca o dedo na ferida em algumas questões importantes e se isso for o suficiente para estimular a reflexão o filme já terá cumprido seu propósito. É claro que o filme pode ser visto apenas como um thriller político de ação, mas é muito mais do que puro entretenimento.</p>
<p>Dedo na ferida.</p>
<p>&#8220;Apesar de possíveis coincidências com a realidade, este filme é uma obra de ficção&#8221;. É desta forma que inicia Tropa de Elite 2, fenômeno antes mesmo de estrear. Em parte pela popularidade do filme original, que eternizou personagens e bordões no inconsciente coletivo nacional, mas não apenas isto. O grande atrativo de Tropa de Elite era a denúncia ao status quo, à corrupção que permeia a polícia e faz com que ela aja de forma ineficiente e truculenta. Somado a isto, há a criação de um salvador, um ícone que surge para &#8220;limpar a cidade&#8221;: capitão Nascimento. Os meios brutais os quais usa nada mais são do que reflexo da sociedade atual, que os aceita por não mais crer em soluções pacíficas. É dentro desta realidade, e sabendo explorá-la, que o diretor José Padilha conduz a história de seu novo filme.</p>
<p>Padilha aprendeu muito desde o primeiro Tropa de Elite. Ousado ele é desde Ônibus 174, o corajoso documentário que dá um caráter sociológico ao sequestro ocorrido no Rio de Janeiro em 2000. Acusado de fascista, ele agora brinca transferindo a acusação ao personagem principal da série. Só que, mais do que rebater as críticas que recebeu, Padilha as amplia. Deixa o reduto carioca do BOPE para tratar de política, partindo do Estado do Rio de Janeiro para alcançar o país. É exatamente neste ponto que Tropa de Elite 2 atinge sua grandiosidade.</p>
<p>O filme começa situando o espectador em relação aos personagens sobreviventes. Nascimento (Wagner Moura, mais uma vez incorporando de forma brilhante o personagem) permaneceu no BOPE, mas logo o deixa para cumprir uma função na Secretaria de Segurança Pública do Estado. Acreditando ser esta sua grande chance de &#8220;quebrar o sistema&#8221;, como o próprio diz, embarca com unhas e dentes na difícil empreitada de derrotar o tráfico de drogas. Consegue. Só que a realidade brasileira, como bem dizia Tom Jobim, não é para iniciantes. Mesmo uma raposa experiente como ele não podia contar com as mutações do sistema para que tudo permanecesse como está. E é justamente a revelação destas mutações, em caráter muito mais amplo do que simplesmente a questão de segurança pública, que faz de Tropa de Elite 2 algo muito maior do que um mero filme.</p>
<p>Padilha conseguiu tratar de assuntos complexos e delicadíssimos &#8211; até para sua própria segurança &#8211; de forma coesa e coerente. Não há como não reconhecer vários dos personagens e situações retratados a partir do que se vê na vida real. Tropa de Elite 2 é, em vários momentos, um documentário rodado com atores, o que lhe dá uma importância ainda maior. É o cinema denúncia, expondo uma situação calamitosa a qual se prefere fechar os olhos por comodismo ou interesse. É o cinema feito por Costa-Gavras, responsável por símbolos políticos como Desaparecido &#8211; Um Grande Mistério, Z e Seção Especial de Justiça. O diretor, que premiou Tropa de Elite com o Urso de Ouro no Festival de Berlim, é homenageado em uma cena, onde vários de seus filmes estão em cartaz. Só que, mais do que isto, Tropa de Elite 2 traz uma clara inspiração ao que significa o cinema do diretor grego. A inquietação, a revolta, o debate, a verdade&#8230; estão lá, espalhados pelos personagens.</p>
<p>Em meio a questões sobre direitos humanos, política eleitoral e o impacto dos atos de Nascimento junto à população, Tropa de Elite 2 traz de volta o sarcasmo do primeiro filme. Desde provocações como chamar o esquerdista Fraga (Irandhir Santos, impecável) de &#8220;Che Guevara&#8221; até constatações diretas e secas, como &#8220;os chefes do tráfico em Bangu I não foram mortos porque tinham grana para perder&#8221;, o filme é repleto de belas sacadas que já fizeram a alegria dos fãs do filme original. Se não tem a mesma quantidade de frases marcantes, trata de forma coerente e realista todos os personagens, dos mais importantes aos de menor destaque no filme original. Méritos para Bráulio Mantovani, monstro em matéria de roteiro no cinema nacional.</p>
<p>Tropa de Elite 2 é um excelente filme. Só isto já é motivo mais do que suficiente para assisti-lo, mas desta vez José Padilha foi mais longe. Conseguiu, a partir de um mero filme, convidar o espectador a rediscutir o Brasil como sociedade, como proposta viável de país. Sem apresentar soluções, apenas retratando a realidade. Talvez não seja tão bom quanto o original, mas com certeza é mais importante. Pelo que representa para o cinema brasileiro e, acima de tudo, para o país.</p>
<p>Fonte: site: www.adorocinema.com        por Roberto Cunha, Francisco Russo e Lucas Salgado.</p>
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		<title>Escolha Única vai bem.</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 14:35:35 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>O filme Escolha Única, primeiro interativo para o circuito comercial de salas de cinema, posteriormente videolocadoras e tv aberta e fechada, superou a bilheteria de Shrek e ganhou mais uma semana nas telonas de Maringá.</p>
<p>Escolha Única está em cartaz no shopping Cidade(Big), nas salas do Circuito Cinemas as 18hs, 20hs e 22hs.</p>
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		<title>Filme Escolha Única estréia a partir de 27 de Agosto de 2010.</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Aug 2010 13:40:40 +0000</pubDate>
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		<title>Crítica &#8211; Meu Malvado Favorito.</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Aug 2010 18:59:43 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Érico Alessandro]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem curte animação no cinema sabe, ou já ouviu falar, que o segmento era dominado pela Walt Disney. Aí, chegou a Pixar e seu Toy Story, com sua pegada digital, e tudo mudou. Embora esta afirmativa possa ser lida por muitos dos meus 22 leitores como uma falácia, ambos tornaram-se referência na arte de misturar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem curte animação no cinema sabe, ou já ouviu falar, que o segmento era dominado pela Walt Disney. Aí, chegou a Pixar e seu Toy Story, com sua pegada digital, e tudo mudou. Embora esta afirmativa possa ser lida por muitos dos meus 22 leitores como uma falácia, ambos tornaram-se referência na arte de misturar técnica e conteúdo. Mesmo que Shrek (DreamWorks) ou a turma de A Era do Gelo (Fox), por exemplo, tenham conquistado &#8211; também &#8211; seu espaço.</p>
<p>Agora, a Universal apresenta sua primeira animação 3D e vem com disposição para a briga com a ajuda da estreante Illumination Entertainment. Meu Malvado Favorito chegou antes nos Estados Unidos, faturando horrores, e pode repetir o caminho por aqui, apesar de chegar depois das férias. Afinal, possui elementos de sobra para agradar o público: bons personagens, história simples – e boa – acompanhados de qualidade técnica.</p>
<p>O roteiro é certinho. Costura tudo e não dá ponto sem nó, sendo fácil reconhecer um personagem carente de amor materno e até de seu animal de estimação. Gru (Leandro Hassum) é um cara pra lá de cruel e seu sonho de consumo é se manter no topo da cadeia dos vilões do ano, mas ele enfrenta um outro problema humano: a velhice. Com a concorrência do jovem Vetor (Marcius Melhem) no pedaço, Gru quer roubar a lua para se manter (Freud explica) em evidência. E para isso, veja você, ele vai precisar da ajuda de inocentes meninas órfãs.</p>
<p>Numa história de redenção, intercalando ação e diálogos curtos (salgados e doces) numa clara luta do mal contra o bem, o que se vê na telona é um deleite para os espectadores. O ambiente onde se passa a história e os personagens são bem legais. Enquanto as meninas são fofas (Agnes é demais), os adultos e “o mundo” de Gru, especificamente, são bizarros. Além de um veículo estranho e poluente, ele tem um clássico narigão de bruxa, seu assecla Dr. Nefario é um inventor trapalhão (como o Prof. Bactério de “Mortadelo &amp; Salaminho”) e os amarelinhos Minions roubam a cena. Estão para Meu Malvado Favorito assim como Scrat (o esquilo) está para A Era do Gelo. Um show de bom humor a cada nova sequência.</p>
<p>Para a galera que adora citações e referências, o filme tem várias como a clássica cena de Tubarão ou aqueles momentos insanos do desenho Beep Beep e do Coiote E o que dizer de um aparelho “Gru&#8221; Ray Disc? Falando nisso, a trilha sonora é eclética ao extremo. E transita com facilidade entre a nossa “Garota de Ipanema”, “Copacabana”, de Barry Manilow, e o clássico “Sweet Home Alabama”, do Lynyrd Skynyrd. Ah! E como tem acontecido com frequência, não deixaram a discoteca de lado e sapecaram “You Should Be Dancing”, do Bee Gees, com direito a coreografia e tudo.</p>
<p>Assim, o que não falta é ritmo para você se encantar com Meu Malvado Favorito que, perdão pelo trocadilho, é mais do que bonzinho. É bom demais.</p>
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		<title>O Último Mestre do Ar, estréia em Agosto.</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Aug 2010 21:26:39 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Ar, Água, Terra e Fogo. Quatro nações unidas pelo destino quando a Nação do Fogo inicia uma guerra brutal com as outras. Um século se passou sem qualquer esperança em vista de uma mudança neste caminho de destruição. No fogo cruzado entre o combate e a coragem, Aang (Noah Ringer) descobre que é o Avatar, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ar, Água, Terra e Fogo. Quatro nações unidas pelo destino quando a Nação do Fogo inicia uma guerra brutal com as outras. Um século se passou sem qualquer esperança em vista de uma mudança neste caminho de destruição. No fogo cruzado entre o combate e a coragem, Aang (Noah Ringer) descobre que é o Avatar, o único com o poder de manipular todos os quatro elementos. Aang se reúne com Katara (Nicola Peltz), uma dobradora de água e seu irmão Sokka (Jackson Rathbone), para restaurar o equilíbrio do seu mundo em guerra.</p>
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		<title>Filme reconstrói a história de Ida Dalser, primeira esposa de Benito Mussolini, que foi renegada e apagada da biografia do ditador italiano</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 17:23:59 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Érico Alessandro(cineasta)]]></category>

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		<description><![CDATA[O drama Vincere narra os acontecimentos de um capítulo ignorado na biografia oficial do líder italiano Benito Mussolini: sua primeira esposa Ida Dalser e o filho que teve com ela, Benito Albino. Ida (Giovanna Mezzogiorno) e Mussolini (Filippo Timi) se conhecem quando ele ainda militava para o partido. Fascinada por suas ideias, ela se desfaz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O drama Vincere narra os acontecimentos de um capítulo ignorado na biografia oficial do líder italiano Benito Mussolini: sua primeira esposa Ida Dalser e o filho que teve com ela, Benito Albino. </p>
<p>Ida (Giovanna Mezzogiorno) e Mussolini (Filippo Timi) se conhecem quando ele ainda militava para o partido. Fascinada por suas ideias, ela se desfaz de seus bens para financiar o jornal Il Popolo d&#8217;Italia, fundado pelo amado, e apoiá-lo na carreira política. Porém Mussolini desaparece após se alistar no exército durante a I Guerra Mundial. </p>
<p>O reencontro acontece num leito de hospital, com o líder casado com Rachele Guidi (Michela Cescon). Ida, então, exige o reconhecimento de seus direitos como esposa e mãe do filho do ditador, mas é afastada à força e mantida por mais de 11 anos num hospital psiquiátrico, onde é amarrada e torturada, e seu filho é levado para um orfanato. Mas Ida não desistirá sem lutar. </p>
<p>O filme foi indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes, em 2009, e ganhou quatro prêmios no Chicago International Film Festival: melhor fotografia, melhor ator, para Filippo Timi, melhor atriz, para Giovanna Mezzogiorno, e melhor diretor, para Marco Bellocchio.</p>
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