Alerta para prazo da campanha de vacinação
Vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias
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Data: 28/01/2011
A Anvisa ainda não proibiu oficialmente a venda do inibidor de apetite, mas dois dos maiores laboratórios do país já resolveram parar de fabricar o produto
05/07/2011 | 18:29 | http://revistaepoca.globo.com
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda não decidiu se proíbe ou não a venda de sibutramina no país, mas dois dos maiores fabricantes da substância emagrecedora já retiraram seus medicamentos do mercado voluntariamente. Entre novembro de 2010 e fevereiro deste ano, os laboratórios Abbott e Medley pararam de fabricar o produto ou o retiraram das prateleitas.
O laboratório Abbott optou por retirar o emagrecedor do mercado brasileiro, assim como fez nos EUA. Foi a Abbott que encomendou o estudo Scout, que avaliou o risco do uso da sibutramina em cerca de 10 mil pacientes obesos com doença cardiovascular. Os resultados do estudo é que serviram de base para o relatório da Anvisa que recomenda a proibição da venda desse medicamento no país.
A Medley também decidiu encerrar a produção de sibutramina voluntariamente. Segundo a empresa, a decisão também foi tomada por causa dos resultados do estudo Scout. Outros laboratórios que também fabricam sibutramina, como a Germed, a Aché e a Eurofarma, continuam com o medicamento disponível no mercado, até que saia uma decisão definitiva da Anvisa.
A retirada da sibutramina do mercado e o aumento do controle na prescrição por parte da Anvisa têm um reflexo direto no consumo desse medicamento no país. Dados da agência apontam para uma queda de cerca de 10% nas prescrições de inibidores de apetite – em 2009 foram expedidas 4,9 milhões de receitas, enquanto que em 2010 o número ficou em 4,41 milhões.
A queda da sibutramina foi ainda mais drástica: 32%, de 2,95 milhões de receitas para 1,99 milhão. Outros inibidores de apetite, porém, compensaram a perda. A prescrição de anfepramona, por exemplo, cresceu 21% no período (de 1,08 milhão para 1,31 milhão). A prescrição de femproporex aumentou cerca de 29% (de 838 mil para 1,07 milhão).