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Data: 28/01/2011
Na noite da última sexta-feira o Hoje Notícias recebeu a visita do candidato a 1º suplente de Gleisi Hoffmann no senado federal, Sérgio Souza
24/08/2010 | 15:28 | Redação

Hoje Notícias recebeu a visita do candidato a 1º suplente de Gleisi Hoffmann no senado federal, Sérgio Souza. Foto: Kiko Vieira
Na noite da última sexta-feira o Hoje Notícias recebeu a visita do candidato a 1º suplente de Gleisi Hoffmann no senado federal, Sérgio Souza.
Em entrevista especial ao jornal, Sérgio Souza falou a respeito das últimas pesquisas de intenções de voto, a campanha realizada em todo o Paraná para a candidatura de Gleisi Hoffmann, e os projetos que pretende implantar como a criação da aposentadoria para donas de casa e um trabalho mais incisivo do exército na região de fronteiras combatendo o narcotráfico.
Além disso, o candidato a 1º suplente falou também sobre a importância de um governo estadual que esteja em sintonia de interesses com o governo federal e de uma anistia para o Paraná da dívida do Banestado. A entrevista em vídeo realizada com Sérgio Souza pode ser assistida no site: www.hnews.com.br
Hoje Notícias: Como se sentiu com o convite para ser o 1º suplente da Gleise?
Sérgio Souza: Acredito que depois de todos os trabalhos que realizei ao lado do atual governador Orlando Pessuti eu acabei sendo forjado na política. Ele foi praticamente o meu professor e aprendi muito com o governador, e quando fui convidado pelo Pessuti para ser o 1º suplente da nossa candidata Gleisi Hoffmann foi uma surpresa, é nesses momentos que a gente vê os amigos que a gente tem. E topei essa empreitada somente se pudesse fazer campanha e ajudar, muita gente não sabe o que é um suplente e nem que é preciso votar em dois candidatos ao senado nessa eleição e pretendo fazer minha parte trazendo a militância do Pessuti para junto da Gleisi.
HN: Existe alguma ideia com relação aos projetos que irão realizar caso a Gleisi seja eleita?
Sérgio Souza: Estamos discutindo uma forma de anistiar o Paraná da dívida do Banestado. São R$ 60 milhões por mês que ficam retidos no Fundo de Participação dos Estados (FPE) por causa disso, essa vai ser uma batalha nossa. O Estado anistiou dívidas do município de Curitiba, milhões de reais, não só da capital, mas de vários municípios, então por que não podemos pensar nisso? A Gleisi também está com uma ideia maravilhosa a respeito do policiamento das fronteiras que é colocar o exército bem no eixo entre Brasil, Paraguai e Argentina. Nesse ponto entram drogas e armas que vão para todo o país.
HN: Qual a importância de eleger a primeira senadora do Paraná, tendo na mesma possibilidade a primeira mulher presidente do Brasil?
Sérgio Souza: Quando eu percebi que Gleisi seria uma grande senadora foi durante uma reunião com lideranças femininas do partido, onde ela contou uma história sobre um homem que queria ser mulher. E ao terminar a história a moral vinha junto com a luta por criar a aposentadoria para a dona de casa, nada mais justo, afinal ninguém trabalha mais que a dona de casa. Se já conseguimos hoje a aposentadoria para a mulher agricultora por que a dona de casa não pode ter também esse direito? E a Gleisi sendo a primeira senadora do Paraná junto com a Dilma como a primeira presidente mulher isso poderá ser alcançado.
HN: Acreditam que Gleisi Hoffman ainda pode crescer mais nas pesquisas de intenção de voto?
Sérgio Souza: Pode e muito. Primeiro por que ainda existe um número de indecisos muito grande e segundo por que a maioria da população não sabe que teremos de votar em dois candidatos para o senado, e existe um campo de crescimento de 50%, e 50% é muita coisa, são quase 4 milhões de votos no Paraná.
HN: Com relação à vantagem de Beto Richa com relação ao Osmar Dias nas pesquisas, como vocês encaram essa diferença? Existe alguma preocupação?
Sérgio Souza: Nós já sentimos que Dilma será a presidente do Brasil, daqui a pouco vamos vê-la subindo nas intenções de voto e ultrapassando 50%. A Gleisi vai ser senadora, a nossa meta é fazer ela a candidata mais votada do estado. O Pessuti tem uma grande chance de ser ministro. Tendo Dilma como presidente, Gleisi como senadora, Pessuti como ministro, nós não podemos perder a oportunidade de ter um governador do Paraná do nosso lado. Isso é muito importante para o Paraná, por que quando há uma divergência entre governo federal e estadual a população perde. E, na minha opinião, o Osmar é essa pessoa que vai integrar esses poderes, eu acho que se o Beto Richa vier a ganhar nós só temos a perder. O Beto é uma pessoa de boa índole, mas o problema é o que está por trás dele, ali se instalou uma corrupção em todo o Paraná, coisa de oito anos atrás. A questão dos pedágios do Banestado, tudo isso é um atraso para o povo do nosso estado e não podemos perder a oportunidade de ter um governador alinhado com o Governo Federal, com o Brasil.