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Data: 28/01/2011
Com a umidade relativa do ar na casa dos 19%, Ponta Grossa já está em estado de atenção. Com isso, problemas respiratórios e alérgicos tornam-se mais freqüentes
26/08/2010 | 16:42 | Divulgação
Com a umidade relativa do ar na casa dos 19%, Ponta Grossa já está em estado de atenção. Com isso, problemas respiratórios e alérgicos tornam-se mais freqüentes. A umidade do ar abaixo dos 30% é algo que preocupa a Organização Mundial de Saúde (OMS), já que o ideal é que ela varie entre 50% e 80%. Quando os níveis estão entre 20% e 30%, as cidades entram, tecnicamente, em estado de atenção. Em vários locais do país tem se verificado um aumento substancial no atendimento de doenças respiratórias decorrentes da baixa umidade do ar, principalmente naqueles indivíduos com alguma alergia respiratória preexistente. Na tarde desta sexta-feira, segundo aferição de institutos metereológicos, a umidade relativa do ar na cidade chegou a 19%.
De acordo com a gerente de Puericultura da Secretaria Municipal de Saúde, enfermeira Ana Paula Garbuio, a baixa umidade do ar tem provocado o aumento de casos de doenças respiratórias e – por conta disso – de internações. “Idosos e crianças são os mais afetados”, revela a enfermeira. Em indivíduos sadios, irritação nos olhos, garganta e no nariz são os sintomas mais comuns. “A situação de pessoas com rinite alérgica e asma piora bastante”, alerta.
Segundo a enfermeira, muitas pessoas pensam estar sempre com resfriado e na verdade não sabem que têm rinite alérgica, doença caracterizada pela obstrução freqüente do nariz, espirros repetidos e coceira no nariz, olhos, garganta ou ouvidos. “Com o clima seco, isso tende a se agravar uma vez que o oxigênio entra mais seco pelo nariz, levando à inflamação e à produção excessiva de secreção”, explica.
Ana Paula acrescenta, ainda, que o ar é umidificado e filtrado no nariz e que, com a umidade muito baixa, o ar chega ainda muito seco aos pulmões, dificultando a situação dos asmáticos. “O ar que entra pelas vias aéreas é ressecado e faz com que as mucosas não exerçam a função de lubrificação, deixando as vias respiratórias mais desprotegidas e, portanto, mais suscetíveis a agentes patogênicos”, salienta.
Conforme a enfermeira, a asma brônquica (também conhecida como bronquite asmática), se apresenta com crises de tosse associadas, na maioria das vezes, à falta de ar e chiado no peito. “Estes sintomas podem ser intermitentes ou persistentes e, se não tratados, podem causar muitos prejuízos à vida destes doentes e até a morte”, revela.
A enfermeira aponta, ainda, que muitas vezes há a associação da rinite alérgica e da asma. “Estes indivíduos também podem apresentar alguma alergia de pele e alergia nos olhos que se apresentam como coceira, ardência, sensação de areia nos olhos, lacrimejamento, olhos vermelhos, inchaço nas pálpebras ou fotofobia ou dificuldade de olhar para luz”, comenta.
Com tantos problemas ocasionados pela umidade muito baixa do ar, Ana Paula recomenda consumir diariamente pelo menos dois litros de água. E destaca outras ações para enfrentar o clima seco:
Usar umidificadores de ar ou colocar uma vasilha com água ou toalha molhada no lugar onde irá dormir;
Manter a casa higienizada, arejada e ensolarada;
Tomar bastante líquido para hidratar o corpo;
Evitar exposição prolongada a ambientes com ar-condicionado, já que este ajuda a ressecar o ambiente;
Realizar atividades físicas antes das 10h ou após 17h, quando o ar está mais úmido;
Retirar tapetes ou objetos que acumulem pó como livros, revistas, brinquedos de pelúcia e caixas;
Usar edredons ao invés de cobertores;
Evitar produtos de limpeza com cheiros fortes;
Usar persianas laváveis;
Evitar plantas dentro de casa;
Não deixar ninguém fumar dentro de casa;
Usar roupas leves quando a temperatura estiver elevada;
Usar soro fisiológico para os olhos ou narinas se houver irritação;
Evitar animais dentro de casa.
“Este é um período crítico para todos, mas quem tem doença crônica que reduz a imunidade, deve ter mais atenção”, completa.