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Além da paralisação, poderá ser feito passeatas e acampamentos, comentou Zorá
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Data: 28/01/2011
17/08/2010 | 16:59
Quem curte animação no cinema sabe, ou já ouviu falar, que o segmento era dominado pela Walt Disney. Aí, chegou a Pixar e seu Toy Story, com sua pegada digital, e tudo mudou. Embora esta afirmativa possa ser lida por muitos dos meus 22 leitores como uma falácia, ambos tornaram-se referência na arte de misturar técnica e conteúdo. Mesmo que Shrek (DreamWorks) ou a turma de A Era do Gelo (Fox), por exemplo, tenham conquistado – também – seu espaço.
Agora, a Universal apresenta sua primeira animação 3D e vem com disposição para a briga com a ajuda da estreante Illumination Entertainment. Meu Malvado Favorito chegou antes nos Estados Unidos, faturando horrores, e pode repetir o caminho por aqui, apesar de chegar depois das férias. Afinal, possui elementos de sobra para agradar o público: bons personagens, história simples – e boa – acompanhados de qualidade técnica.
O roteiro é certinho. Costura tudo e não dá ponto sem nó, sendo fácil reconhecer um personagem carente de amor materno e até de seu animal de estimação. Gru (Leandro Hassum) é um cara pra lá de cruel e seu sonho de consumo é se manter no topo da cadeia dos vilões do ano, mas ele enfrenta um outro problema humano: a velhice. Com a concorrência do jovem Vetor (Marcius Melhem) no pedaço, Gru quer roubar a lua para se manter (Freud explica) em evidência. E para isso, veja você, ele vai precisar da ajuda de inocentes meninas órfãs.
Numa história de redenção, intercalando ação e diálogos curtos (salgados e doces) numa clara luta do mal contra o bem, o que se vê na telona é um deleite para os espectadores. O ambiente onde se passa a história e os personagens são bem legais. Enquanto as meninas são fofas (Agnes é demais), os adultos e “o mundo” de Gru, especificamente, são bizarros. Além de um veículo estranho e poluente, ele tem um clássico narigão de bruxa, seu assecla Dr. Nefario é um inventor trapalhão (como o Prof. Bactério de “Mortadelo & Salaminho”) e os amarelinhos Minions roubam a cena. Estão para Meu Malvado Favorito assim como Scrat (o esquilo) está para A Era do Gelo. Um show de bom humor a cada nova sequência.
Para a galera que adora citações e referências, o filme tem várias como a clássica cena de Tubarão ou aqueles momentos insanos do desenho Beep Beep e do Coiote E o que dizer de um aparelho “Gru” Ray Disc? Falando nisso, a trilha sonora é eclética ao extremo. E transita com facilidade entre a nossa “Garota de Ipanema”, “Copacabana”, de Barry Manilow, e o clássico “Sweet Home Alabama”, do Lynyrd Skynyrd. Ah! E como tem acontecido com frequência, não deixaram a discoteca de lado e sapecaram “You Should Be Dancing”, do Bee Gees, com direito a coreografia e tudo.
Assim, o que não falta é ritmo para você se encantar com Meu Malvado Favorito que, perdão pelo trocadilho, é mais do que bonzinho. É bom demais.