Professores realizam protesto já no segundo dia de aula
Professores querem 1/3 de sua carga horária destinada à preparação de aulas
Professores querem 1/3 de sua carga horária destinada à preparação de aulas
Data: 28/01/2011
O arcebispo de Maringá, Dom Anuar ao ser perguntado, se compra de voto é pecado diz, Claro, estão pecando. E vão “pagar ou aqui ou no inferno.”
23/08/2010 | 17:06 | Bruno Favaro
JH: Como será o trabalho da igreja católica de Maringá no Comitê 9840?
Dom Anuar Battisti: vamos ser um dos elementos em uma grande equipe, onde participa o conselho arquidiocesano de leigos, a OAB, a entidades que formam as entidades em geral.
JH: O que é dito na carta publicada aos padres da Arquidiocese?
Dom Anuar Battisti: de maneira especial, alertando ao valor da política. Usam se a expressão: ‘Política é coisa suja’, aliás, este conceito tem mudado muito, as notícias de corrupção, deixou o nosso povo descrente no político e na política.
Nós como igreja precisamos resgatar este valor, porque nada se faz sem política. Ela faz parte da vida humana, como a ciência de governar bem para o bem comum.
JH: Durante o período eleitoral como será o trabalho dos padres na evangelização dos fiéis?
Dom Anuar Battisti: Nós vamos publicar quatro folhetos para ser distribuído em quatro finais de semana seguidos, a partir do dia 28 de agosto. São mais de 50 mil folhetos.
A cada fim de semana será um tema. O nosso trabalho é a conscientização.
Ofereceremos critérios para que as pessoas possam escolher de forma livre e consciente o seu voto. Não optamos por partidos e nem por candidatos em momento algum
Eu não posso colocar nenhuma propaganda política no meu carro, e nem os padres. Como nenhum padre pode pertencer a nenhum partido político.
JH: Padre não pode ser candidato?
Dom Anuar Battisti: Não pode, não deve está proibido. Está proibido pelas leis da igreja, e aquele quer for contra perderá o seu status.
JH: Como é o processo, o padre que decide ser candidato ele tem que deixar a ordem?
Dom Anuar Battisti: sim, deixa o ministério. O padre é ordenado para sempre, o caráter da ordenação fica para sempre no coração da pessoa. Ele não exercerá mais o ministério. A partir do momento em que passar a integrar um partido político e posteriormente batalhar por um cargo público, ele será afastado.
JH: e se o padre que foi candidato decidir voltar ao ministério, o que deve ser feito?
Dom Anuar Battisti: Ele vai ter que passar por um processo de refazer sua opção, vai ter que participar de retiros, encontros, a fim de rever seus critérios. Pensando no que levou ele a optar por um pleito eleitoral diante de um ministério. E de repente depois de alguns meses se decide a voltar a ser padre. A pergunta que fica é: onde está o querer dele? Ai fica um grande ponto de interrogação de qual é a vocação deste rapaz, deste senhor, que muda de opção e também não quer mais ser político. O que ele quer da vida então.
Portanto ele vai ter que passar por um processo de revisão de vida, para ver o que ele realmente quer.
JH: Aqui na Arquidiocese de Maringá já teve casos de padre político?
Dom Anuar Battisti: Já sim, tivemos um padre candidato a deputado estadual [ex- deputado e ex-padre Paulo]. Hoje é ele é um leigo.
JH: Estes padres saem candidatos com a certeza que terá o apoio da igreja?
Dom Anuar Battisti: Certamente eles saem contando com este apoio. Usam o nome de padre, e as pessoas confiam muito mais. Os candidatos saem com a ilusão que será fácil.
Temos como exemplo a diocese vizinha [Apucarana], onde padre deixou o ministério e entrou na vida política [Ex-prefeito Valter Pegorer].
JH: Qual é a sua leitura quanto à corrupção?
Dom Anuar Battisti: A corrupção está marcando negativamente a nossa política. Muito mais do que apresentar candidatos, temos que trabalhar a consciência das pessoas. Temos que pensar bem em quem votar, por que vai ser ele que nos governará por quatro anos. Não é brincadeira.
JH: Diante a fé católica comprar e vender voto é pecado?
Dom Anuar Battisti: Os dois são corruptos
JH: E é pecado?
Dom Anuar Battisti: Claro, estão pecando. E vão “pagar ou aqui ou no inferno.”