DER pode abrir pedágio entre Maringá e Iguaraçu
Projeto precisa passar por aprovação e pode custar cerca de R$ 150 milhões
Projeto precisa passar por aprovação e pode custar cerca de R$ 150 milhões
Data: 19/08/2010
26/07/2010 | 15:24
O inglês Clement Atlee relatava ser “a democracia uma forma de governo que prevê a livre discussão, mas que só é atingida se as pessoas pararem de falar e a agir“.
Então, como está sua participação cidadã na construção de uma Sarandi melhor? Cadê seu bom senso em rever suas atitudes de “disparadores de críticas” para promotores de propostas de fato na melhoria desta cidade?
O cidadão sarandiense está aprendendo a cobrar sim. Porém, a conscientização do fiscalizar e participar precisam estar afinados num “saber cobrar” e “como cobrar” democraticamente de nossas autoridades, sem vícios.
Assim, precisa-se estar bem atento, pois até a presente data, segundo o TCE/Pr são quase R$ 23 milhões em Licitações em andamento na modalidade “Pregão” e mais R$ 10 milhões inseridas no PAC, ou seja, R$ 33 milhões em 2010.
Se comparado os montantes licitatórios de 2009 liquidados, em 2010, irá gastar 50% a mais e, pasmem, ainda estamos no mês de Julho.
São somas significativas e alavancadoras de uma outra “cara a Sarandi”, desde que instituam comissões integradas de fiscalização destes gastos compostas por Vereadores, Conselhos Municipais e Sociedade Organizada.
Este monitoramento nos planos de aplicação e empenhos destes investimentos fará materializar uma “transparência” notável frente ao atendimento das prioridades da cidade, ou seja, dar-se-a qualidade ao “trabalho” executado.
Temos, então, a combinação de condições orçamentárias propícias em promover um salto qualitativo na urbanidade e na rediscussão da cidade, bem como recolocá-la nos trilhos do desenvolvimento sustentável e inclusivo.
Quando se debate o “social” com o “político” sem os oportunismos do poder e mediada pela cidadania atuante através da consensualização de propostas e prioridades da “coisa pública” nasce, assim, a verdadeira “transparência”.
A gestão pública em Sarandi no momento tem a “faca”, o “prato” e o “queijo” em agregar um desenvolvimento jamais visto veiculados através de uma série de “projetos urbanos” prometidos.
Entretanto, os interesses embutidos nestas “ações políticas” pelos detentores do poder se tornam irrisório em relação ao “ganho social” conquistado por estas obras, pois no final quem decide é o cidadão nas urnas.
Portanto, S. T. de Aquino nos ensinava “… a política é a arte de governar os homens e administrar as coisas visando ao bem comum e de acordo com as normas da reta razão. É a ação coletiva que orienta a ação do poder público, limita ou aumenta esse poder”.
Enfim, quem sabe os nossos políticos mudem não só seus modos de agir, mas de pensar e façam somente o “politicamente correto”.
Por
Dr. Allan Marcio Vieira da Silva é Cirurgião-Dentista; Especialista em Políticas Públicas, Especialista em Saúde Coletiva; MBA em Gestão Pública e Responsabilidade Fiscal