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  • Dr. Allan Marcio

Seja “Analítico”… e não apenas “Crítico”!

23/07/2010 | 18:37

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O fato não é saber criticar, mas também “como” criticar. Para isto deveríamos evoluir para um estágio mais avançado da própria crítica, ou seja, a “Análise Crítica”. Fato esse que tentamos expressar quando você lê este artigo.

A Análise crítica, também chamada de Review, trata-se de um estudo (uma avaliação) geral de um determinado setor, projeto, produto, serviço, processo ou informação com relação a requisitos pré-estabelecidos e expostos sensatamente à opinião pública.

Esta “analise” tem como objetivo a identificação de problemas, visando à solução dos mesmos através de propostas pontuadas nos princípios condutores da moralidade pública e não meramente especulativos ou instigativos.

Por isso, alguns cuidados a serem tomados para não podermos em nossa euforia e ganância especulativa nos elevarmos ao nível de uma soberania intelectual demagoga, enlatada e anônima.

Isto é um fato constante naqueles que, parafraseando Renato Russo, “… falam demais por não ter nada a dizer…”.

É imprescindível uma “analise” sensível, mediada pela apuração dos fatos aliado a sensatez da fala/escrita, bem como da firmeza da conclusão, tudo isto visando minimizar as formas “apelativas” que, muitas das vezes, contradizem ao próprio objeto criticado/analisado.

Segundo a Folha de São Paulo em relação à eficácia da “analise crítica” sobre a “Leitura do Brasileiro” comprova que muitos brasileiros não sabem o que lêem e na mesma correspondência, nem o que falam.

Em 2000, um quarto da população com 15 anos ou mais eram analfabetos funcionais. Apenas um adulto alfabetizado em cada três lê livros. O brasileiro médio lê 1,8 livros não-acadêmicos por ano – menos da metade do que se lê nos EUA ou na Europa.

Em outra pesquisa recente sobre hábitos de leitura, os brasileiros ficaram em 27º em um ranking de 30 países, gastando 5,2 horas por semana com um livro. Os argentinos, vizinhos, ficaram em 18º.

Daí, a comprovada justificativa de ser mais fácil criticar anonimamente e esconder as deficiências educacionais em virtude daquela famosa “fuga do banco da escola” e “partir para cima” do interlocutor através de pesadas e impensadas “críticas destrutivas” que sacrificam, muitas vezes, inocentes.

É comum o crítico se “esconder” em cima de “fuzilamentos verbais” o seu real caráter de criticador medíocre e incapaz de “vender seu peixe” ou suas ideias.

Assim, quais são os efeitos sociais dos métodos de “comentar” (uma variância da crítica) em relação às verdades ou meias-verdades cotidianas quanto à forma de expressá-lo para um público amplo, independente do veículo de comunicação social que o pronunciou?

Ter a sensibilidade e a responsabilidade com a crítica, bem como o “tino metodológico” de apreciar a realidade dos fatos e não tendência-la com “aquela” verdade que alguém queira que apareça é de uma sutileza ou maestria para grandes analistas, porém acessível àqueles que realmente se preocupam com uma boa comunicação, desde que estudem e sejam éticos para isso.

Por fim, é até bíblico as consequências da “Crítica Destrutiva” e da “perseguitiva” como sabiamente testemunhada por São Mateus 7:1, onde cita profeticamente que “… Não julgueis pela aparência, para que não sejais julgados, mas julgai segundo o reto juízo (Jo 7:24), pois com a medida com que medis vos medirão a vós”.

Por

Dr. Allan Marcio

Blog: http://www.controlesocialdesarandi.com.br/

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