Professores realizam protesto já no segundo dia de aula
Professores querem 1/3 de sua carga horária destinada à preparação de aulas
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Data: 28/01/2011
15/04/2010 | 14:57
Escrever sobre um filme que aborda a vida do espírita mais famoso do Brasil, lido em diversas partes do mundo, seguido por milhões de pessoas e cujo propósito era levar a paz para os outros, é uma tarefa dos diabos. Ainda mais quando se sabe que a expectativa é uma grande geradora de frustrações.
Para isso, evitar ler ou ver qualquer coisa – antes – sobre o longa tornou-se vital para uma análise isenta. Dito isso, se a ideia dos produtores era dar um panorama da vida dele, a missão foi cumprida sem ir além. Agora, se o objetivo era emocionar, o resultado ficou aquém, mesmo contando com as boas atuações dos atores (Matheus Costa, Angelo Antonio e Nelson Xavier) nas respectivas fases do médium.
Embora uma frase logo no início avise que a vida de um homem não cabe num filme, Chico Xavier tenta mostrar tudo. O sofrimento quando era criança, pagando os pecados (?) nas mãos da madrinha Rita (Giulia Gam), o preconceito na escola, na igreja, a primeira experiência inusitada num prostíbulo, os problemas com a família, as psicografias, o descrédito e por aí vai.
Contudo, não significa que vai acontecer com você, ficou uma sensação de que mesmo assim faltou alguma coisa. A personificação do guia espiritual Emmanuel (André Dias), os diálogos com ele travados e o humor inseridos na trama, por exemplo, podem causar estranheza para os desavisados e esvaziar a emoção, mais consistente nas cenas com Tony Ramos e Christiane Torloni.
Apesar das muitas frases lapidares (“ninguém pode voltar e fazer um novo começo, mas pode recomeçar e fazer um novo fim”), ficou a impressão de que a opção de explorar em Chico Xavier o lado bem humorado do personagem acabou “escondendo” o bem que ele e a obra fizeram (ainda fazem) para tanta gente, deixando a tarefa para os caracteres aplicados na tela preta já no final.
Com boa fotografia, som, edição e uma reconstituição bem feita, duas coisas poderiam ser facilmente evitadas: os veículos sempre polidos como se fossem de colecionadores na época (eles são agora) e um “Fala sério!” atual, dito décadas atrás por um personagem dentro do avião.
Em tempo: cenas reais são exibidas nos créditos finais, dando a exata dimensão da “presença de espírito” do biografado. Não saia sem vê-las. São verdadeiras pérolas audiovisuais.