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Trânsito com bom humor auxilia pedestres e motoristas maringaenses
Vestidos de palhaço, dois deles se revezam nas avenidas que mudaram o sentido, no sistema binário, implantado no início deste ano na cidade
02/03/2010 | 16:04 | Tarcila França
Diz-se que com criatividade se vai longe. Esta é a receita para os instrutores de trânsito em Maringá. Vestidos de palhaço, dois deles se revezam nas avenidas que mudaram o sentido, no sistema binário, implantado no início deste ano na cidade. Com bom humor, eles instruem a população a atravessar na faixa, o motorista a usar o cinto de segurança, bem como entender as novas mudanças. A ideia de educar o trânsito do município se faz em parceria entre a Secretaria dos Transportes (Setran) e Circo Teatro Sem Lona.
Se vai melhorar a imprudência de motoristas e pedestres no trânsito ainda não se sabe. Por enquanto, populares se mostram confusos com medidas adotadas pela prefeitura a fim de melhorar o fluxo de veículos e o tráfego em geral. De manchetes e páginas de jornal trazendo informações de acidentes não há novidade. Embora com poucos palhaços-instrutores nas avenidas da região central, é pra lá de divertido ver que, com paciência e boa vontade se faz uma boa campanha educativa.
O Circo Teatro Sem Lona faz um espetáculo circense com pitadas teatrais. Um dos fundadores da companhia, diretor e professor de teatro da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Pedro Ochôa, lamenta a falta de apoio cultural. “O Circo de Teatro Sem Lona leva o nome da cidade para todo o país, e gostaríamos que a política de ação cultural na cidade fosse mais articulada, que o poder público tivesse mais ação realizando eventos como temporadas e eventos para o movimento teatral da cidade realmente existir”, disse em entrevista para o jornal eletrônico ‘Inconstrução’ – publicação semanal experimental dos alunos do 2º ano de jornalismo do Centro Universitário de Maringá (Cesumar).
A Cia. fundada em Maringá em 1996, por Pedro Ochôa e Marcos Trindade proporciona encanto e alegria às mais diversificadas platéias em espaços alternativos. Nasceu de um projeto para a Lei de Incentivo para fazer espetáculos na praça, uma companhia de teatro de rua. A ideia é levar o teatro a quem não tem acesso. A Cia. é composta por seis integrantes – número variável. No rol dos espetáculos protagonizados pela companhia teatral, uma se faz especial: “Tem Palhaço no Trânsito”, cujo mote invade as ruas da cidade para fiscalizar sem ofender aos mais incautos no volante.
O estudante de teatro da UEM, Flávio Cardoso, 17 anos, é um dos que passam as tardes despertando a cidadania da população. Sua missão é educar com jeitinho cativante. “Vemos que o pessoal está muito estressado nas ruas, principalmente com as novas mudanças. Acredito que é uma questão de hábito. Nos acostumamos antes com outras modificações, agora é questão de costume”, avaliou.
Na tarde de ontem, a reportagem observou a maneira delicada de abordar o transeunte no cruzamento das avenidas Herval e Brasil. O horário de trabalho é das 11 às 13 horas e das 16 às 18 horas. Para ele, a experiência com o público vale qualquer sacrifício, inclusive o de aguentar mau humor alheio. “Eu ajudo também a olhar para o semáforo nas avenidas em que o sentido mudou”. Nessa nova ‘profissão’, Flávio acredita que o maringaense está bem receptivo.
Circo Teatro
A Companhia composta por sete atores iniciou seus trabalhos em 1998, sendo a única em Maringá que trabalha com o gênero brasileiro Circo Teatro. Todos os espetáculos contam com a participação de clowns que são atores vestidos de palhaços.



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