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Seleção Brasileira

05/03/2010 | 15:17

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Seleção
O amistoso vencido pela Seleção Brasileira contra a Irlanda, na última terça-feira, deu uma bela amostra do que será o Brasil na Copa do Mundo da África do Sul. Não pense que será muito diferente daquilo não. O time comandado por Dunga vai ser de muita posse de bola, toques de lado, poucas e boas chances de gol, muita marcação e lampejos criativos em jogadas individuais. A equipe de 2010 lembra muito a do tetracampeonato de 1994, quando o capitão era, inclusive, o atual técnico da Seleção. Naquele momento, o clima era mais tenso, o Brasil não ganhava a Copa havia 24 anos e o treinador Carlos Alberto Parreira se viu obrigado a montar em esquema mais defensivo, que prezava pelo futebol de resultado, o que em 94 gerou muitas críticas, principalmente que os brasileiros estavam abrindo mão do “futebol arte”. Dunga hoje faz o mesmo futebol burocrático que jogou na Copa dos Estados Unidos. Um meio campo cheio de homens de marcação, praticamente com três volantes. Gilberto Silva joga quase como um terceiro zagueiro, entre Lucio e Juan, assim como jogava Mauro Silva na década de 90. No meio campo, sobra para Kaká tentar armar todas as jogadas. Ele seria o Raí dos dias atuais. Sendo assim, acredito que o Brasil será muito competitivo na Copa da África, mas não espere espetáculo da Seleção Canarinho no Mundial.

Crise voltou
Tudo andava bem no Palmeiras. O técnico Muricy Ramalho foi mandado embora e chegou Antônio Carlos Zago para seu lugar. Logo na estreia do novo treinador, uma vitória no clássico contra o São Paulo. Começaram as desconfianças que os jogadores queriam derrubar Muricy, que jogavam sem vontade e que agora o Verdão ia engrenar. Pela Copa do Brasil, goleada pra cima do Flamengo do Piauí. Opa! Olha a paz reinando no Parque Antarctica. E ai veio um dilúvio e parece que levou todo o futebol alviverde embora. Debaixo de um toró, derrota para o Rio Claro no domingo. Ah! Mas a culpa foi da chuva e do gramado. Tudo bem! Agora o jogo é em casa, contra o vice-lider do Paulistão Santo André. Boa chance de mostrar que os palmeirenses têm um belo time. Novo tropeço e 3 a 1 para o Ramalhão. Agora pergunto: a culpa era do técnico ou o elenco do Palmeiras é muito limitado tecnicamente? De quem é a culpa? Tinham que achar um culpado e Muricy foi crucificado, mas a verdade é que o Verdão tem erros que se repetem independente de mudança no comando. Os buracos na zaga continuam, os problemas nas laterais também, estrelas como Diego Souza e Cleiton Xavier, mais uma vez, apagadas e a torcida jogando contra. É um martírio, para o jogadores palmeirenses, jogar no Palestra Itália. É só as coisas não andarem como os torcedores querem, que, ainda no primeiro tempo, começam as vaias e a pressão por resultado. È compreensível a impaciência nas arquibancadas, uma vez que o Verdão não coleciona títulos de expressão desde a Libertadores de 1999, mas agora talvez seja o momento de apoiar.

Complicou
Com toda essa confusão, a classificação para as semifinais do Paulista está cada vez mais difícil para o Palmeiras. O Verdão está a cinco pontos da zona de classificação e soma apenas 16 pontos na competição. Na média, nos últimos três anos, o quarto colocado, posição mínima para classificar-se para a próxima fase, conseguiu tal feito com 35 pontos, ou seja, faltam 21 pontos em disputa para a equipe alviverde e teria que conquistar 19 deles, aproveitamento de pelo menos 90% nos próximos jogos. Acredito que esse ano o 4º colocado ao fim da 1ª fase não alcance a média dos anos anteriores. Mas, apesar de prever uma pontuação mais baixa, a situação do Palmeiras no Paulista está complicadíssima.

Marcão para?
Decepcionado com mais uma derrota do Palmeiras em pleno Parque Antactica, o goleiro Marcos disse que esse deve ser seu último ano como profissional de futebol. Segundo o pentacampeão do mundo, pelo menos com ele a torcida não terá sofrimento mais a partir do ano que vem. A verdade é que Marcão esta desestimulado, falhou em um dos gols do Santo André na quarta-feira, há algum tempo não joga no mesmo nível que o consagrou na Libertadores de 99 e na Copa de 2002 e talvez seja mesmo a hora dele rever o que quer para sua carreira. O arqueiro palmeirense é um dos maiores goleiros que vi jogar. Muito reflexo e decisivo em momentos importantes, além de ser admirável como pessoa, um “cara” gente boa. Goleiros palmeirenses do passado como Veloso e Leão não acham que é a hora de Marcos pendurar as chuteiras, mas por tudo que ele já fez pelo Palestra e pelo Brasil, ele merece, pelo menos, um bom descanso. Marcos já está eternizado como um dos maiores goleiros brasileiros de todos os tempos!

Pet banco
Na vitória do Flamengo, na quarta-feira, sobre o Madureira, por 2 a 0, o meia Petkovic, um dos heróis do título brasileiro de 2009, ficou no banco e só entrou nos minutos finais do jogo. O técnico flamenguista Andrade diz que hoje seria injusto tirar o meia Vinicius Pacheco do time. Nesse momento, Pacheco está num nível melhor que Pet e vai continuar titular do Mengão. Quem acompanha os treinos do rubro-negro, vê o sérvio bem diferente do que era no ano passado, sempre cabisbaixo e quieto. O contrato de Pet vence em junho e não se sabe se irá ser renovado pelo Fla. A verdade é que os assuntos extra campo atrapalharam a vida de Petkovic. Brigou com dirigente, negociou novo salário, treinou separado do grupo e, com isso, perdeu espaço na equipe. Pet é um craque, mas seus dias podem estar contados na Gávea.

Em baixa
Segundo o site FutebolPr, entre os principais estaduais do futebol brasileiro, o Paranaense é o que aparece com a pior média de público. O que chama a atenção é que os campeonatos que mais atraem torcedores são aqueles que envolvem decisão de turno. Deve-se acender o sinal de alerta pela Federação Paranaesne de Futebol, para que possa achar meios de deixar a competição Estadual mais atraente. Vale lembrar que as duas maiores praças do interior não tem times na Primeira Divisão do Paranaense. Maringá e Londrina estão de fora da principal competição do Estado e isso também influencia no público. Confira as médias dos 10 principais estaduais do país. Cearense – 6.951; Pernambucano – 6.934; Carioca – 6.131; Mineiro – 5.780; Gaúcho – 5.772; Paulista – 4.823; Catarinense – 3.182; Baiano – 3.171; Goiano – 2.823; Paranaense – 1.960.

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