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  • Dr. Allan Marcio

O que precisamos… é de… “Sarandilidade”!

10/03/2010 | 16:27

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Toda a vida pública se inspira, ainda que implicitamente, numa visão do homem[1] e de seu destino, da qual deduzem os critérios de seus juízos, sua hierarquia de valores e a sua linha de conduta.

Os ideais cívicos e morais que conduzem a vontade do individuo em dedicar voluntariamente suas convicções e forças para a melhoria de um povo ou cidade definimos com o neologismo de “Sarandilidade”.

É um gênero da espécie do “nacionalismo” adormecida em nosso ser e redespertada diante daqueles momentos políticos de “união por uma causa comum” exemplificada, também, quando se aproxima períodos de “copa do mundo” e defendemos nossa “Seleção” com toda a convicção e esperança em nosso íntimo de sermos campeões.

É um “sentimento” ditoso para uma incipiente cidadania sarandiense em momentos de “provas políticas”, bem como de reestruturação de uma identidade social naufragada pelos desmandos governamentais da história quando o cidadão exerce essa impávida “sarandilidade”.

Alguns batem ou estufam o peito e esturram em alto e bom som “eu amo Sarandi”, “eu defendo…”, “faço tudo por…”. Ledo engano. Mentir para si mesmo, sempre é a pior mentira (Renato Russo), pois “mentiras tem pernas curtas”.

A própria Palavra de Deus, em Mt. 6:2, nos ensina que “… Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa…”.

O que testemunhamos após o dissipar da “cortina de fumaça” dos fatos e acontecimentos políticos sarandienses promovidos pelos distintos “atores mambembes” é o evidenciar, infelizmente, de uma “sarandilidade” vendida, tendenciosa e carcomida.

Àqueles que outrora diziam “arautos” das reformas e promotores da moralização local são os primeiros a se debandarem rapidamente da sua condição de “impávidos colossos” para ser reclassificado como mais uma peça descartável do “tabuleiro do poder” comprado a “preço de banana”.

Neste contexto, leva-nos refletir que a cada um é dado segundo seu poder de bajulação. Entretanto, isso tem um custo caro à prosperidade de um município, pois brota o gérmen da desconfiança popular e se confirma aquela outra profecia (Je. 17:5). “… Maldito o varão que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor!…”.

Portanto, assim ocorre quando a mente e as atitudes de alguns se desvia dos objetivos de uma municipalidade idealizada, mas não materializada em virtudes de interesses falíveis e cruéis.

Concluindo, quando as “sarandilidades” são suprimidas e o homem vem a se considerar supremo, só podemos esperar fraudes, engano e aviltante iniqüidade com um povo que merece respeito e justiça social por direito.

Por

Dr. Allan Marcio – Cirurgião-Dentista

Especialista em Políticas Públicas e Saúde Coletiva

MBA em Gestão Pública e Responsabilidade Fiscal


[1] Catecismo da Igreja Católica. A comunidade Política e a Igreja. Pg. 586; 2244. Edição Típica Vaticana. 1998

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