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  • Dr. Allan Marcio

A força do “Debate Público” para a Democracia Direta…

08/03/2010 | 15:17

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Uma cidade ou país frente às mais distintas demandas sociais e políticas que perpassam no interior da sua dinâmica urbana seria inconcebível em termos de “governabilidade” se não houver a “pedra de toque” feita pela “leitura” das classes sociais de suas “realidades” através de debates transparentes e democráticos.

Sabemos que a Administração Pública[1] é a ocupação de todos aqueles que atuam em nome do povo – em nome da sociedade, que delega de forma legal – e cujas ações têm conseqüências para os indivíduos e grupos sociais.

Hoje, sob o novo conceito de “gerencialismo público” (descentralização) que prima por uma gestão por resultados que atendam as demandas populares, faz-se mister, para que haja uma redução do custo da “máquina pública” elencar prioridades que farão parte de uma “agenda programática de governo” construída e “debatida” junto aos “espaços públicos” (Conselhos, Associações de Bairros, Entidades de Classe, etc.).

Entretanto, em anos de eleições surgem em cena as mais mirabolantes e demagógicas “plataformas de candidatos” sustentadas por “plano de governos” dos mais tendenciosos possíveis, até aqueles que são coerentes na forma, mas inviável do ponto de vista executivo. Temos que ficar atentos.

Outra praga política, também, é o “promessismo” uma espécie de “erva daninha” da democracia e constante na política nacional e local sem fim. Suas nuanças e abrangências são por demais conhecidas por nós eleitores e comprovada pela história como ineficaz e excludente socialmente.

Todavia, surge um fenômeno social interessante. Podemos dizer que, não conseguindo mais as instituições partidárias[2] existentes reduzir a velocidade da avidez pelo poder, os políticos perdem poder cada vez mais.

Estas circunstâncias provocam a generalização da “apatia política”, ou seja, um progressivo desinteresse do eleitorado por tudo que tenha caráter “político”.

Há, sem dúvida, a queda da expectativa numa possível salvação gerada pelo governo, sejam quais forem seus atuais ou futuros ocupantes.

Neste contexto vivemos um “racha” na confiança daqueles eleitos pela democracia representativa patrocinada por aqueles que os elegeram: O Povo.

Daí, ser imprescindível aos futuros gestores e atuais fomentar, urgentemente, as formas democráticas de participalidade social através de debates, conferências, simpósios, seminários e outras denominações conceituais que alicerçam um “bom governo”.

Porque esses “termômetros sociais” aferidos pelo calor do debate público são a mola propulsora de toda a dinâmica coletiva que ficaram desassistidas e excluídas do processo de construção das políticas públicas de sua cidade e relembradas, apenas, no momento do “voto”.

Enfim, a grande a questão hoje, já não é o que dever ser feito, mas quem tem poder e decisão para fazer, bem como a capacidade de governo em propor e agir compartilhando do seu “poder-dever” em potencializar esses “diálogos” com a cidadania que reorientarão o futuro desenvolvimentista de qualquer município com mais justiça e inclusão social.

Por:

Dr. Allan Marcio

Cirurgião Dentista

Especialista em Políticas Públicas

Especialista em Saúde Coletiva

MBA em Gestão Pública e Responsabilidade Fiscal

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