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França endurece política contra criminalidade e imigrantes

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, propôs duras medidas para combater o crime, a delinquência e a imigração ilegal enquanto tenta aumentar sua popularidade em meio dos escândalos que o envolve, Sarkozy culpou em parte a imigração, pela crise social, como os crimes violentos deflagrados pela morte de um homem de origem árabe que fugia da polícia

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Jobim defende diálogo com o Irã

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, defendeu hoje (9) o diálogo com o Irã, que decidiu enriquecer urânio a 20%, provocando forte reação da comunidade internacional

09/02/2010 | 16:10 | Lísia Gusmão - Repórter da Agência Brasil

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Foto: Divulgação

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, defendeu hoje (9) o diálogo com o Irã, que decidiu enriquecer urânio a 20%, provocando forte reação da comunidade internacional.

Jobim criticou o que chamou de “radicalizações” e sinalizou que o Brasil poderá manter o apoio ao Irã. “O Brasil não é contra ninguém. Nós temos a tradição de resolver as coisas no diálogo”, ponderou.

Ele explicou que o enriquecimento de urânio a 20% é necessário para a fabricação de fármacos e alimentos, enquanto o procedimento a 5% serve para a produção de energia elétrica, o que também é feito na Usina de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

Questionado se o Brasil deveria comprar a briga em favor do Irã, o ministro rebateu: “Não sei se seria a favor do Irã ou a favor de nós.”

Apesar das mudanças em seu programa nuclear, o país aposta na manutenção do apoio brasileiro. Em entrevista à Agência Brasil, o embaixador do Irã no Brasil, Mohsen Shaterzadeh, disse que cabe à Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) inspecionar o programa nuclear de seu país e que o presidente Mahmoud Ahmadinejad não quer fechar as portas às negociações para a compra de combustíveis de outros países.

Shaterzadeh ressaltou que ainda que mantém confiança no apoio brasileiro, embora não tenha conversado com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, sobre as mudanças.

“Não vimos razão para conversar com o ministro Celso Amorim, mas o presidente Lula certamente tem convicção de que o programa nuclear [do Irã], assim como o brasileiro, tem fins pacíficos”, disse o embaixador. “Nós acreditamos completamente no Brasil. Temos interesses comuns, e nenhum país poderia intervir para desfazer essa colaboração.”

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